“O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar a mesma água duas vezes, porque a água que passou nunca passará novamente. Aproveite cada minuto da sua vida...”.
Fiz uma pesquisa para descobrir de quem era essa frase sem sucesso. Seja de quem for, ela é verdadeira.
Vamos envelhecendo – talvez você não esteja pensando nisso, mas esta envelhecendo também (eu sei, é triste, mas é verdade) – e o tempo vai se tornando muito valioso para desperdiçar com detalhes pequenos. Um deles é gastar o tempo com pessoas pequenas. Com pensamentos pequenos que pessoas pequenas querem compartilhar.
Vou usar um texto de Rubem Braga que define e explica muito melhor o que eu estou pensando e que já usei antes:
A Bacia de Jabuticabas
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices.
Fico revoltado com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não tenho mais tempo de ouvir esta cambada de políticos corruptos que prometem coisas que nunca serão cumpridas.
Não tenho mais tempo para ficar ouvindo certas pessoas ou de assistir aos medíocres e sensacionalistas programas de televisão.
Já não tenho tempo para aquelas reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos, regimentos internos e outras merdas corporativas.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, continuam imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.
Não quero ficar explicando porque gosto de certas coisas. Minha resposta será sempre bem curta: Gosto, e ponto final!
Já não tenho mais tempo para explicar aos infelizes porque admiro os livros, histórias, filmes e documentários com final feliz, onde ninguém morre ou é torturado.
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente simples, sinceras, felizes, humanas, muito humanas; que sabe rir de seus tropeços, que não se encanta com triunfos, que não tem medo de pisar na lama, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, que não tem medo de admitir que “peidou” e defende a dignidade dos marginalizados.
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices.
Fico revoltado com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não tenho mais tempo de ouvir esta cambada de políticos corruptos que prometem coisas que nunca serão cumpridas.
Não tenho mais tempo para ficar ouvindo certas pessoas ou de assistir aos medíocres e sensacionalistas programas de televisão.
Já não tenho tempo para aquelas reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos, regimentos internos e outras merdas corporativas.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, continuam imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.
Não quero ficar explicando porque gosto de certas coisas. Minha resposta será sempre bem curta: Gosto, e ponto final!
Já não tenho mais tempo para explicar aos infelizes porque admiro os livros, histórias, filmes e documentários com final feliz, onde ninguém morre ou é torturado.
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente simples, sinceras, felizes, humanas, muito humanas; que sabe rir de seus tropeços, que não se encanta com triunfos, que não tem medo de pisar na lama, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, que não tem medo de admitir que “peidou” e defende a dignidade dos marginalizados.
Caminhar perto delas nunca será perda de tempo!
Você que é jovem e acha que tem todo o tempo do mundo, não desperdice com tolices. Ou um dia estará escrevendo posts no seu blog, sobre experiências que não gostaria de ter tido e nem que seus amigos experimentassem.

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